Gesso & Estuque | Diferenças e aplicações


 

O estuque é uma massa usada para revestir e decorar paredes externas e internas ou forros. Com os estuques são feitos altos e baixos relevos, ornatos, cornijas, florões; enfim, uma série de elementos que servem para compor as fachadas e os ambientes internos na arquitetura.

Nicho com escultura em mármore de Carrara “A Poesia”, de Émile Guillaume, ricamente ornamentado por estuques em forma de guirlanda com frutos, flores, volutas , mísulas e conchas (Acervo Casa Civil) - Foto: Shana Reis.

Os materiais utilizados na composição dos estuques são, principalmente, o gesso, o pó de mármore, a areia, a cal e o cimento, além da água e, às vezes, a cola. O gesso nunca é utilizado para os estuques aplicados em revestimentos exteriores. Os ornatos em estuque podem ser pintados, pigmentados, dourados e até polidos, dependendo de sua composição.



Capitel antes e após o restauro (Acervo Concrejato)

Nas fachadas do Palácio das Laranjeiras são encontrados belos elementos em estuque atribuídos à empresa Freihoffer & Almeida. Destacam-se capitéis, carrancas, volutas, mísulas, medalhões, guirlandas, dentre outros.


Forros em estuque do Salão de Jantar e da Galeria Regência no pavimento superior (Acervo Casa Civil)

No interior do Palácio das Laranjeiras, os estuques aparecem decorando principalmente as paredes e os tetos, compondo com as boiseries e emoldurando as marouflages nos principais salões. Leia mais - Fonte: Palácio das Laranjeiras



 

O versátil e refrescante GESSO e sua origem


Foto: Max Vakhtbovych Pexels
O gesso é conhecido há muito tempo, um dos mais antigos materiais de construção que exigem transformação no processo de obtenção, assim como a cal e o barro.

Escavações na Síria e na Turquia revelaram que o gesso é utilizado desde há oito mil anos antes da era comum, na forma de rebocos que serviam de apoio a frescos decorativos, no preparo do solo e confecção de recipientes. Escavações em Jericó revelaram uso do gesso em moldagem há seis mil anos. A Pirâmide de Quéops, cerca de 2800 a.C., preserva um dos mais antigos vestígios do emprego de gesso em construção.


Arquivo - Placo

No século XVIII houve grande generalização no emprego do gesso em construção, de tal forma que a maior parte das edificações terem sido construídas com painéis de madeira tosca rebocados com gesso. Entretanto, nesta época a produção do gesso ainda era rudimentar e experimental. Em 1768 Lavoisier apresenta à Academia de Ciências o primeiro estudo científico acerca dos fenômenos presentes no preparo do gesso.

Leia mais | Fonte: Wikipedia


No século XIX, vários autores realizaram trabalhos explicando cientificamente a desidratação da gipsita, principalmente os de Jacobus Henricus van 't Hoff e os de Henri Louis Le Châtelier. Estes trabalhos serviram de base para uma profunda transformação nos equipamentos utilizados no processo. Apesar disto, apenas no século XX, devido à evolução da indústria, é que as transformações mais profundas foram introduzidas, resultando nos equipamentos atuais.

No próximo Post tudo sobre as modernas opções do gesso. Não perca!

Até breve

Dantas Sólo - Da redação